• 18.04.2016 – ALUNOS DA CÂNDIDO MENDES PROTESTAM EM AUDIÊNCIA



    Por Felipe Teixeira - Alerj

    Por Felipe Teixeira – Alerj

    Alunos e professores da Universidade Cândido Mendes (UCAM) protestaram contra problemas administrativos da instituição durante uma audiência pública da Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta segunda-feira (18/4). O atraso no pagamento de salários e as condições precárias de trabalho foram algumas das reclamações do presidente da Associação de Docentes e Funcionários da UCAM (Procam), professor Hélio Borges: “É inadmissível que uma rede particular de ensino com 17 mil alunos não pague em dia o salário de seus empregados. O que está realmente faltando na UCAM é uma administração decente”, declarou Hélio.

    Segundo dados apresentados pelo Pró-reitor de Graduação da UCAM, Paulo Alcântara Gomes, após um pico de 24.230 alunos matriculados em 2014, o número caiu para 17.661 no primeiro semestre de 2016. Para ele, a diminuição e cancelamento do FIES e do Prouni, o aumento dos índices de desemprego e as dificuldades financeiras do estado, com atraso no pagamento dos servidores, são as principais causas da situação da Universidade: “A UCAM é majoritariamente formada por trabalhadores que estudam, que precisam da renda do salário para pagar a mensalidade, por isso a crise financeira do Rio é um fator considerável na queda de matrículas. Creio que é necessário aumentar o diálogo entre alunos e professores para tentar resolvermos a situação”, disse Paulo.

    A reorganização do sistema financeiro, a reforma das estruturas curriculares e o redimensionamento do corpo docente são algumas das possíveis saídas para os problemas da UCAM, segundo Pró-reitor. Uma comissão criada por dirigentes da universidade, formada por pró-reitores e alunos, também foi criada para tentar solucionar os problemas discutidos.

    Unidade Centro

    Alunos da unidade do Centro, na Rua da Assembleia, que compareceram à audiência, levaram cartazes protestando contra a falta de transparência sobre o destino do dinheiro das mensalidades e o atraso no pagamento dos professores. A ausência do Pró-reitor Administrativo e Financeiro, Paulo Roberto Aguiar, também foi questionada pelos estudantes e professores.

    De acordo com o presidente do Diretório Acadêmico Rui Barbosa (DARB), Diego Rodrigues, a unidade Centro é a mais afetada pela má gestão há muitos anos: “A grande maioria dos professores está honrando seus compromissos e dando aulas mesmo com salários atrasados ou sem receber o pagamento integral. Os banheiros e a biblioteca da unidade também encontram-se em péssimo estado. Esperamos uma maior transparência da reitoria para saber para onde está indo o dinheiro das mensalidades”, afirmou Diego.

    O presidente da Comissão, deputado Paulo Ramos (Psol), ressaltou a importância da UCAM-Centro na formação de profissionais e pediu que professores e funcionários se unam aos pró-reitores e alunos e também façam parte da comissão criada para discutir os problemas do complexo: “É inexplicável que a unidade mais cobiçada e exitosa esteja passando por isso. Os alunos que pagam não podem ser prejudicados e nem os funcionários podem ficar sem receber”, concluiu Paulo.

    Texto: Felipe Teixeira

    Fonte:Site da Alerj

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *