• Os vendilhões da pátria, os traidores do povo serão, mais uma vez, derrotados. FORA TEMER!!!



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    O SR. PAULO RAMOS – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, aproveito que V. Exa., Deputado Comte Bittencourt, está presidindo este Expediente Final e também preside a Comissão de Educação para lembrar a nossa luta. V. Exa., obviamente, tem empunhado bandeira, assim como o Deputado Waldeck e outros membros da Comissão de Educação, contra o fechamento de escolas. Levei um abaixo-assinado às mãos de V. Exa. em relação à escola Hilka de Araújo Peçanha, em Itaboraí. Tenho certeza de que a Comissão de Educação há de tomar todas as providências, como tem tomado, mas estou tentando marcar uma visita àquele estabelecimento escolar e vamos ver que membros da Comissão de Educação se interessam em ali comparecer, sob a condução de V. Exa.

    Aproveitei para fazer este registro porque V. Exa. está presidindo a Sessão, mas venho dizer também que estamos acompanhando com muito pesar a tragédia vivida por vários países da América Central e do Caribe. As ilhas caribenhas estão sendo assoladas por furacões e tufões, tudo aquilo que temos visto na televisão, ceifando muitas vidas e muitos patrimônios. Mas analiso o tema também, Sr. Presidente, sob outra ótica, verificando que o domínio das ilhas está nas mãos de algumas chamadas potencias hegemônicas, especialmente Estados Unidos, Inglaterra e outras, como França, Holanda.

    As ilhas igualmente são paraísos fiscais. Vemos, na própria América do Sul, as Guianas Iglesa e Francesa, as Ilhas Malvinas, o mar territorial argentino, controlado pela Inglaterra, tudo isso demonstrando a força dos impérios e como colocam as mãos em parcela de todo o território mundial, toda a terra.

    E aí, Sr. Presidente, vem o debate que eu digo relativo à soberania, porque muitas vezes, vamos citar o caso dos Estados Unidos, eles colocam bases militares. Às vezes até, afrontando a soberania de outros países como é o caso de Cuba com Guantánamo.

    Mas eu vejo também a questão da Coréia do Norte que busca, através da pesquisa científica e tecnológica, a dominação do ciclo do átomo. Ah, mas está lançando foguetes que saem da Coréia do Norte e caem no mar do Japão, mas longe da costa japonesa.

    E aí, o Presidente dos Estados Unidos estabelece um confronto, ameaça, procura de todas as formas, aprofundar uma crise que tem um objetivo imediato, que é a afirmação do poder militar estadunidense, mas, ao mesmo tempo, prestigiar o seu complexo industrial militar, isto é, a venda de armas.

    Mas por que alguns países podem dispor da bomba atômica e outros países que se dispõem a caminhar no sentido até para autodefesa de dispor também, não têm esse direito?

    É preciso que haja uma explicação. Ah, mas nós estamos reduzindo. A redução de armas nucleares – redução, não é erradicação. Ah, mas eu tenho cinco mil ogivas e vou reduzir para três mil. Mesmo assim, condições de destruir praticamente todo o universo.

    E aí, Sr. Presidente, no momento em que há esse debate sobre a soberania e que nós percebemos a longa manus de várias potências ocupando parte do território distante de seus verdadeiros territórios, quando nós vemos, citei a Inglaterra ofensivamente controlando as Ilhas Malvinas, o abuso dos Estados Unidos manterem ainda em território cubano uma base militar e um presídio, os debates sobre a soberania são os mais diversos.

    E exatamente, neste momento, o Presidente da República Brasileira, o nosso Presidente Temer, porque é Presidente de todos nós – queiramos ou não, frutos de um golpe ou não, mas é o Presidente da República – está aí com os seus 3% como caixeiro-viajante alienando, vendendo, oferecendo por três dinheiros a soberania nacional.

    O desmonte, o mais completo: Eletrobrás, Casa da Moeda, aeroportos, portos, a Petrobras, ativos da Petrobras que eles chamam de desinvestimento. E agora, eles incluíram os Correios. Está nos jornais de hoje.

    E o Presidente da República esteve na China dizendo que o Brasil está aberto ao controle do capital estrangeiro, que é exatamente isso o que ele diz, vendendo a soberania nacional por três dinheiros, é um Judas.

    Pego o Jornal O Estado de São Paulo de hoje e vejo o presidente da Shell dando uma entrevista. E, sem nenhuma cerimônia, ele diz: “Todos querem estar no pré-sal”. Todos. Nós vamos reunindo essas informações, para assumir a compreensão de que o Presidente Temer não tem autoridade política alguma. Vangloria-se da impopularidade. Mas a que ele atribui a impopularidade que experimenta nos dias de hoje?

    A impopularidade dele não se situa exclusivamente no campo da ética. “Ah, os processos a que responde.” Não. São as políticas públicas. Assume, fruto de uma manipulação no Congresso Nacional, um golpe, e recupera um projeto que vinha sendo derrotado em eleições sucessivas, antes liderado pelo PSDB. E olha que eu não concordo com muita coisa da era PT.

    Mas é claro que o Presidente Temer caminha no sentido de realizar propostas que são defendidas pelo seu principal aliado, o PSDB. A reforma trabalhista está aí, já criando uma série de problemas na Justiça do Trabalho: a inaplicabilidade. Está difícil para os juízes do trabalho decidirem porque as normas aprovadas são inconstitucionais. Quer também a reforma da Previdência. Já penalizou os trabalhadores ativos; agora quer apunhalar os aposentados e pensionistas, existindo alguma resistência.

    Está entregando o patrimônio nacional, e diz claramente: “Tenho que concluir essa obra até 2018”. O cinismo, a falta de cerimônia, a desfaçatez acompanham o Presidente Temer. Qualquer dia, estará com popularidade negativa: menos dez. No caminho em que anda, qualquer dia, teremos uma nova forma de avaliação: não é o pequeno índice, mas o índice negativo.

    De qualquer maneira, Sr. Presidente, o sofrimento do povo brasileiro é muito grande, mas o tempo há de passar, mesmo com o sofrimento, e chegaremos a 2018. Com certeza absoluta, os vendilhões da pátria, os traidores do povo serão, mais uma vez, derrotados.

    Muito obrigado.

    O SR. PRESIDENTE (Comte Bittencourt) – Obrigado, Deputado Paulo Ramos.

    O SR. MÁRCIO PACHECO – Peço a palavra pela ordem, Sr. Presidente.

    O SR. PRESIDENTE (Comte Bittencourt) – Não há pela ordem no Expediente Final, mas vou conceder a palavra a V.Exa., enquanto o Deputado Waldeck Carneiro se desloca até a tribuna.

    Deputado Márcio Pacheco.

    O SR. MÁRCIO PACHECO – Pelo hábito, peço a palavra pela ordem, mas sei que regimentalmente não há. Peço cordialmente ao Deputado Waldeck apenas um minuto para um registro.

    Hoje, dia 21 de setembro, comemora-se o Dia Internacional de Luta da Causa da Pessoa com Deficiência. Em nome da Comissão da Pessoa com Deficiência, quero homenagear todas as crianças, os idosos, as pessoas com deficiência do nosso país e do mundo inteiro, as famílias que lutam, mas, em especial, as instituições, que têm dado sua vida para cuidar desses que, durante muitos anos, vêm lutando por igualdade, por direitos e, obviamente, por empoderamento para estar à frente daquilo que entendem ser política pública adequada.

    No Rio de Janeiro, não somos exemplo, mas esta Casa tem lutado muito, com o apoio de todos os Deputados. Então, é um dia de celebração, mas também um dia de reconhecimento de que precisamos continuar lutando pelas pessoas com deficiência em nosso país.

    Muito obrigado, Sr. Presidente. Obrigado, Deputado Waldeck.

    O SR. PRESIDENTE (Comte Bittencourt) – Obrigado, Deputado Márcio Pacheco. Parabéns a V.Exa. pela forma diligente como conduz a nossa Comissão Permanente em Defesa das Pessoas com Deficiência no Estado do Rio de Janeiro. Parabéns.

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