• PETROBRAS: CPI QUESTIONA AUDITORIA QUE NÃO ENCONTROU IRREGULARIDADES NA EMPRESA

    Sócio-coordenador da Pricewaterhouse Coopers Brasil (PWC), Marcos Donizeti Panassol – responsável pela auditoria externa da Petrobras entre os anos de 2012 e 2016 – afirmou que não houve irregularidades pela administração da empresa, durante o período de atuação da PWC. A declaração foi feita durante reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) que investiga o desmonte da Petrobras e a venda de ativos da empresa, nesta quinta-feira (05/10).

    O presidente da CPI, deputado Paulo Ramos (PSol) e os deputados Dr. Julianelli (Rede), Waldeck Carneiro (PT) e Geraldo Moreira (PODE) confrontaram Panassol sobre a realização de pagamentos indevidos da companhia para 27 empresas alvo da operação Lava Jato. De acordo com a Polícia Federal, a Petrobras gastou cerca de R$ 42 bilhões com esses pagamentos, entre 2004 e 2014.

    Marcos Panassol, representante da PWC Brasil – Foto: Octacílio Barbosa

    Panassol justificou que a auditoria não tem função de investigar. “Decisões de gestão não são atribuição do auditor externo, que é o caso da PWC. O nosso objetivo era analisar e pontuar se as informações financeiras da empresa estão livres de distorções materiais que poderiam impactar no julgamento das contas. E constatamos que tudo estava correto. Não investigamos. Isso está sob o poder da polícia”, afirmou o executivo.

    Para o deputado Juliannelli, o trabalho da auditoria não foi completo. “Fica claro que o sistema está errado. Quando se contrata uma auditoria externa, nesse caso, que custou R$ 60 milhões, é necessário que ela detecte um rombo desse tamanho. Agora nos perguntamos de que valeu esse gasto”, questionou o deputado. Julianelli ainda ressaltou que esse déficit está sendo usado como justificativa para a venda dos ativos da Petrobrás.

    Paulo Ramos também perguntou se a empresa pode prestar um serviço de auditoria e consultoria para mesma companhia, ao mesmo tempo. “Eles confirmaram e justificaram que tem departamentos separados que cuidam de cada questão, mas é preciso muito esforço para acreditar que na mesma empresa não há comunicação entre essas partes. É um absurdo essa prática.”

    Fonte: Site da Alerj

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