• CPI DA PETROBRAS: CONSELHEIRO CRITICA PLANO DE EQUACIONAMENTO

    Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) – Foto:Thiago Lontra

    Em setembro deste ano, a Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros) _ um fundo de previdência dos funcionários da empresa _ estabeleceu um Plano de Equacionamento do Déficit (PED) do Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP). A medida, que aumenta em até três vezes a contribuição dos participantes, foi criticada pelo conselheiro fiscal da instituição, Ronaldo Tedesco, durante uma audiência pública promovida nesta quinta-feira (21/12) pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que investiga o desmonte da Petrobras e a venda de ativos da empresa.

    O PED é necessário para garantir estabilidade aos participantes do fundo, mas o modelo atual é prejudicial para os trabalhadores, segundo Tedesco. “Nós queremos equacionar para colocar o plano em equilíbrio, garantindo os benefícios futuros. O problema é que isso foi feito de uma forma absurda e inviável. Os valores cobrados são muito altos, o que inviabiliza a vida das pessoas”, afirmou o conselheiro.<br ></br >

     

    De acordo com ele, a principal causa para a cobrança excessiva são as altas dívidas que a Petrobras e a BR Distribuidora possuem com a Petros e que não estão sendo cobradas. Tedesco destacou ainda que o patrimônio que compõe o fundo pertence exclusivamente aos participantes. “A Petrobras e a BR Distribuidora agem como se fossem donas desse dinheiro, mas o fundo é dos trabalhadores que contribuíram ao longo de toda a vida. No momento, a única coisa que elas têm da Petros são dívidas”, explicou.

    Medidas judiciais

    O presidente da CPI, deputado Paulo Ramos, falou ainda sobre as medidas judiciais que impedem que a comissão convoque representantes da Petros e também da Petrobras. Para ele, as decisões têm limitado a atuação da comissão. Entretanto, destacou a importância da participação de Tedesco.

    “A presença do conselheiro atesta que é possível cumprir a decisão judicial e, ao mesmo tempo, comparecer às audiências. E, dessa forma, prestar esclarecimentos necessários para coletar mais informações e aprofundar nossas investigações”, afirmou Paulo Ramos.

    O deputado Dr. Julianelli (Rede) também esteve presente na reunião.

    Fonte: Site da Alerj

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