• APOSENTADOS E PENSIONISTAS DA PETROS SOFREM COM PLANO DE EQUACIONAMENTO DO DÉFICIT DO FUNDO

    COMISSÃO DE TRABALHO – FOTO: Por Thiago Lontra

    Aposentados e pensionistas da Petros, fundo de pensão da Petrobras, alegam estar sofrendo com problemas de saúde desde que o plano de equacionamento do déficit do fundo começou a operar. A medida determinou descontos extras nas aposentadorias, pensões e salários, pelos próximos 18 anos. A informação foi apresentada durante audiência pública realizada pela Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta segunda-feira (07/05).

    A Petros acumula um déficit de R$ 27,7 bilhões. Para cobrir o rombo, o plano de equacionamento prevê que 49,45% do montante ficará sob a responsabilidade das patrocinadoras do Plano Petros do Sistema Petrobras (PPSP), a Petrobras e a BR Distribuidora. Já os participantes ativos deverão cobrir 22,75%, e os beneficiários já aposentados, os 27,8% restantes.

    Saúde dos beneficiários

    Segundo Rogério Derbly, advogado do Grupo em Defesa dos Participantes da Petros (GDPAPE), a cobrança extra tem afetado a saúde dos beneficiários. “O valor total do desconto chega a 40% em alguns casos, quando somamos o desconto que as aposentadorias normalmente recebem ao valor proposto pelo plano de equacionamento. A intranquilidade que isso gera tem prejudicado a vida desses trabalhadores”, afirmou.

    O petroleiro aposentado Maxwell Vaz desabafou sobre a situação: “Todo o dinheiro que nós depositamos ao longo dos nossos anos de trabalho foi confiado à Petros para garantir uma segurança para o nosso futuro. É uma decepção muito grande”, declarou.

    Encaminhamentos

    De acordo com Gláucia Santana, promotora do Ministério Público Estadual (MPE-RJ), participantes do plano Petros entraram com ações individuais e coletivas contra o plano de equacionamento. “A falta de transparência dificulta muito a compreensão dessa quantia que vem sendo descontada. Estamos atuando para tentar esclarecer o porquê do déficit e se o desconto é justo”, explicou.

    O presidente da comissão, deputado Paulo Ramos (PDT), afirmou que irá organizar mais reuniões para discutir o equacionamento. “Precisamos fazer uma pressão política para que os direitos desses trabalhadores sejam respeitados e preservados”, disse.

    Também participaram da audiência Roberto Ribeiro, diretor do Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro), Dra. Bárbara Salomão, promotora do MPE-RJ, Paulo Brandão, representante da Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (FENASPS), Fernando Siqueira, presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET), além do vereador Reimont (PT-RJ).

    Fonte: Site da Alerj

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