• COMISSÃO DE TRABALHO DEBATE CASO DA TÉCNICA DE ENFERMAGEM ACUSADA DE TENTAR MATAR BEBÊS

    Foto geral da reunião- Foto Octacílio Barbosa-Alerj

    O caso da técnica de enfermagem Simone Anjos dos Santos, presa há um mês acusada de tentar matar recém-nascidos, foi debatido em audiência pública da Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). O encontro aconteceu nesta terça-feira (12/06).

    Simone foi acusada de romper propositalmente cateteres de três incubadoras onde bebês estavam, na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal de um hospital da Rede D’or. Nenhum dos recém-nascidos morre. O crime teria ocorrido em janeiro deste ano.

    De acordo com a delegada titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DCAV), Juliana Emerique, responsável pelo caso, a prisão temporária da técnica de enfermagem foi prorrogada por mais 30 dias devido à complexidade da investigação. “Trata-se de um inquérito policial muito difícil. Ele já está indo para o seu terceiro volume de informações, e iremos analisar também todos os depoimentos apresentados na audiência de hoje”, afirmou. A previsão da delegada é de que o inquérito seja concluído em até 10 dias.

    No entanto, o advogado de Simone, Alberto Sampaio Júnior, defendeu a restauração da liberdade da profissional. “A lei estabelece que a prisão só deve ser efetuada quando o acusado oferece risco ao andamento das investigações. Não é o caso. Acreditamos que a denúncia feita pelo hospital foi uma forma de retaliação à intenção de Simone de acionar judicialmente a Rede D’or quando foi demitida”, alegou.

    O presidente da Comissão, deputado Paulo Ramos (PDT), criticou a atuação da mídia no caso. “Observamos uma enorme criminalização da técnica de enfermagem pelos veículos de comunicação. O massacre midiático contra ela nunca será superado. É preciso que ela tenha pelo menos o direito de se defender”, afirmou.

    Também participaram da audiência o defensor público Ricardo André de Souza, a presidente do Sindicato dos Servidores de Saúde Federais do Estado do Rio de Janeiro (SINDSAFERJ), Christiane Gerardo, além de familiares e ex-colegas de trabalho de Simone. A Rede D’or enviou um ofício justificando a ausência no encontro.

    Fonte: Site da Alerj

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