• RESCISÕES EM BRANCO FORAM ENTREGUES A CERCA DE 10 MIL FUNCIONÁRIOS DA VARIG

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    Funcionários questionaram a falta de transparência dos valores até hoje e pediram uma atualização dos números

    Publicado às 17h34 de 22/11/2018

    Rio – O supervisor de Recursos Humanos da Flex, empresa que herdou as dívidas da Varig, Paulo César Grillo, afirmou que foram assinadas cerca de 10 mil cartas de demissão, com termos de rescisão em branco, quando a companhia decretou falência. A informação foi divulgada, nesta quinta-feira, durante audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) que investiga os desdobramentos da recuperação judicial e da falência da Varig.

    Grillo alegou que na época a Justiça do Trabalho permitiu a ação para que os funcionários conseguissem sacar o fundo de garantia. Ele também informou que o setor de rescisão do RH da empresa contava com apenas dois funcionários, o que segundo ele, impossibilitava a realização do cálculo da rescisão de todos os demitidos. “Calcular, conferir e formular todos esses seguros desempregos seria humanamente impossível”, afirmou Paulo Grillo.

    Porém, o presidente da CPI, deputado Paulo Ramos (PDT), questionou se os cálculos foram atualizados posteriormente. Em resposta, Grillo confirmou que sim e que as informações ficaram disponibilizadas no site da Varig. “A transparência dos valores durou um tempo determinado e, em seguida, o sistema saiu do ar, cumprindo determinação judicial”, esclareceu Grillo.

     

    No entanto, funcionários questionaram a falta de transparência dos valores até hoje e pediram uma atualização dos números. “A presença do Paulo Grillo serviu para esclarecer que os cálculos não foram feitos devidamente e que eles podem e devem ser atualizados. A CPI vai cobrar essa medida e os cálculos devem considerar todas as dívidas trabalhistas”, disse Paulo Ramos.

    Poucos beneficiados

    Durante a reunião funcionários também alegaram que alguns trabalhadores, diferente da maioria, foram contemplados com as verbas rescisórias. “Liguei para um ex-funcionário e ele me confirmou que recebeu tudo que era de direito na época, inclusive, outra parte que tinha deixado de receber pela filial do nordeste. Tenho conhecimento que boa parte da equipe de administração da empresa também recebeu tudo que era devido”, informou o ex-gerente geral de operações da Varig, Thomaz Raposo de Almeida. O relator da CPI, deputado Tio Carlos (SD), afirmou que vai incluir a informação no relatório final.

    Fonte: Site do Jornal O Dia

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