DEBATE NA ALERJ DISCUTE AÇÕES CONTRA O FECHAMENTO DE AGÊNCIAS E PRIVATIZAÇÃO DOS CORREIOS

O deputado federal Paulo Ramos (PDT-RJ) classificou como exitoso o debate realizado, dia 24 de maio, no auditório da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), tanto do ponto de vista de representação sindical quanto de união das categorias na luta contra a privatização e fechamento de agências da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. “A luta contra a privatização e a importância dos Correios para a soberania nacional foi unanimidade no debate”. Entre as deliberações, será agenda uma audiência com o novo presidente dos Correios, o general Floriano Peixoto, para tratar das unidades que foram fechadas. A ideia é levar propostas e sugestões de desenvolvimento e aumento de receita como alternativa para rever o quadro atual.

Ronaldo Martins, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos (Sintect/RJ), lamentou o fechamento das 165 unidades no Brasil, sendo 30 só no Rio de Janeiro. “São 163 trabalhadores aqui do Rio que não sabem onde vão trabalhar”. Ele disse ainda que foram cerca de 800 funcionários que aderiram ao último Plano de Demissão Voluntária (PDV). “É o que querem com o fechamento dessas agências. Deixam o trabalhador com incertezas; há incentivo da empresa para aderirem ao PDV”, lamenta. Edson Santana, membro do Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios), denuncia que sofrem assédio para aderirem ao PDV.

Cleber Isaias Machado, superintendente regional dos Correios, afirmou que os 5.570 municípios do Brasil continuarão a ter atendimento dos correios. Ele disse que a maioria das agências fechadas tem outra próxima a cerca de dois quilômetros. “Nossa luta foi para manter as unidades de forma estratégica. Algumas vencemos e outras fomos obrigados a aceitar. A decisão para fechar veio de cima. A estratégia vem de Brasília. Não temos gerência”, disse Machado. O superintendente informou que, na verdade, foram 161 agências fechadas Brasil e 26 no Rio. As outras foram desativadas ano passado. “Nenhum funcionário será demitido, demos a opção em escolher mudar de função ou local de trabalho. Todos serão alocados”, garantiu.

O superintendente disse que fechar as unidades é para conter custos. A empresa passou por uma crise financeira, de 2015 e 2016, e acumulou prejuízo de R$ 4 bilhões.

Representantes do SINTECT/RJ, FINDECT e da Associação dos Profissionais dos Correios (ADCAP) participam do encontro na ALERJ, além de Toninho Albuquerque, ex-superintendente regional do Trabalho. O deputado Paulo Ramos é membro da Comissão do Trabalho da Câmara Federal.

 

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