Paulo Ramos defende a urgência de um projeto nacional de soberania e condena exploração ilegal das riquezas naturais

O deputado federal Paulo Ramos (PDT/RJ) presidiu, no dia 24 de setembro, audiência pública da  Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara Federal, para discutir as ações que estão sendo tomadas e as que devem ser implementadas para garantir a soberania nacional do Brasil. Representantes das três forças e do Ministério das Relações Exteriores apresentaram os projetos em desenvolvimento e alertaram para possíveis problemas que colocariam em risco a segurança nacional.

Paulo Ramos afirmou que a soberania nacional só será garantida com independência econômica, política, tecnológica e energética.”O desafio que fica em relação à soberania é a exigência, é a urgência de um projeto nacional para que nós possamos, aí sim, debater, debater, debater e definir um projeto nacional que, a partir da própria soberania, defina os rumos do nosso país. Para que o país seja rico e tenha justiça social, tem que ser soberano. Sem soberania não há rumo”, observou. O parlamentar disse ainda que somente um país soberano consegue transformar suas riquezas em bem-estar social. “O que atualmente não acontece no Brasil, com a exploração ilegal das riquezas naturais.”

O general Guido Amin Naves, do Exército, destacou que, atualmente, um país soberano deve levar em conta a repercussão de suas ações num mundo cada vez mais globalizado. Ele lembrou que um ataque cibernético pode causar uma paralisia estratégica, inviabilizando ações de proteção a um país.

O representante da Aeronáutica, brigadeiro Sérgio de Almeida, afirmou que, atualmente, estão em andamento 18 projetos ligados à soberania que têm por objetivo garantir a segurança no espaço aéreo brasileiro, que é de 22 milhões de quilômetros quadrados.

O vice-almirante Eduardo Vazquez, da Marinha, por sua vez, destacou que as águas brasileiras são abundantes em minérios, terras raras e peixes e por isso a proteção está sendo intensificada, com a construção de navios e o desenvolvimento de tecnologias de proteção.

O diretor do departamento de defesa do Ministério das Relações Exteriores, Alessandro Candeas, afirmou que, apesar de todos os Estados serem soberanos, é preciso reafirmar a soberania dentro e fora do país. Segundo ele, para isso é necessário ter diplomacia nas relações internacionais e garantir o trabalho das Forças Armadas na defesa do território nacional. “A soberania só se garante pelo poder próprio. Cada país é, em última instância, responsável pela própria proteção dos seus interesses nacionais, dos seus interesses soberanos”, disse Candeas.

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