“É preciso conquistar e não perder”, diz Paulo Ramos sobre inclusão da PM e BM ao PL que reestrutura carreira de militares

O deputado Federal Paulo Ramos (PDT-RJ) explica que existem tramitando, hoje, no Congresso Nacional, duas mensagens que tratam de questões previdenciárias e que pode afetar os policiais e bombeiros militares. Na Câmara dos Deputados, o PL que reestrutura as carreiras dos militares das Forças Armadas e, no Senado, a PEC paralela que pode incluir na reforma da previdência estados e municípios. “Vamos ver como vem a emenda do Senado”.

Na Câmara, a reestruturação da carreira dos membros das Forças Armadas existe um esforço no sentido de contemplar os policiais e bombeiros militares. Paulo Ramos explica que há perdas, principalmente, para os da ativa. Inativos e pensionistas já têm direitos adquiridos. Não em todos os estados, mas no Rio de Janeiro já tem a paridade e a integralidade. O que está em jogo para os da ativa é o aumento do tempo de serviço de 30 para 35 anos e acabar com a promoção ao posto ou à graduação imediata na passagem para a inatividade.

“Não é possível lutar para abrir mão de direitos, alguns conquistados com muita luta. Aqueles que dirigem entidades representativas de PM e BM promovam reuniões, convidem parlamentares oriundos dos quadros das polícias e bombeiros militares.”

Paulo Ramos, quando na Assembleia Nacional Constituinte, era o único parlamentar oriundo da Polícia Militar do Brasil. Assim mesmo, com as lutas travadas, foram muitos direitos conquistados, como a integralidade e a paridade.

“É importante que todos os companheiros e companheiras sejam esclarecidos a partir de reuniões, debates. Não cantem vitória e abandonem o território. Existe a possibilidade de perdas expressivas.”

O deputado Paulo Ramos se colocou a disposição das entidades representativas para participar, esclarecer e receber sugestões.

“Me lembro, na nossa AME (Associação de Oficiais Militares Estaduais), quando presidida pelo Cel Paulo Monteiro, reunia todas as entidades. Deixo a sugestão para que o presidente atual, Cel Soares, promova uma reunião, convide entidades representativas e parlamentares oriundos da PM que estão em Brasília exercendo mandatos.”

“É preciso conquistar e não perder”.

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