Deputado Paulo Ramos diz que privatizações trarão mais desemprego, desigualdade social e risco a soberania nacional

Com objetivo de informar, conscientizar e buscar apoio da sociedade para barrar o processo de privatizações de estatais e de ataques ao serviço público anunciadas pelo governo de Jair Bolsonaro, o deputado federal Paulo Ramos (PDT-RJ), realizou, no dia 2 de novembro, um debate público no plenário da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O parlamentar, que é membro da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara Federal, disse que a mobilização de todos será fundamental para conter esse desmonte do estado brasileiro.

O pedetista acredita que as privatizações irão acelerar ainda mais o processo de desemprego e aumentar a desigualdade. “Privatizar as estatais é uma perda para o Estado, representa precarização do trabalho, queda na qualidade do serviço e mais desemprego. Já está comprovado que, quanto maior foi o desmonte do estado desde o período Collor/Itamar, continuado em velocidade muito maior no governo atual, menos a economia andou. A tragedia está aí: desemprego galopante, informalidade absorvendo parcela da mão de obra, desigualdade cada vez maior, extrema pobreza”, salientou Paulo Ramos.

A privatização de setores estratégicos como energia e petróleo, de acordo com Paulo Ramos, colocam em risco a soberania nacional. “A dependência é grande e vai se aprofundando a medida que setores estratégicos da economia são privatizados. A política atual do governo consiste na privatização das refinarias e não na construção. O Brasil produz petróleo, mas não refina o suficiente para abastecer o mercado interno, e importa derivados. Estão entregando o patrimônio nacional a empresas estrangeiras competidoras. A privatização da Eletrobras propõe ao país uma submissão muito maior aos monopólios estrangeiros de energia”.

Representação

Embora BB, CEF, BNDES e Petrobras não estejam na lista de privatizações divulgada pelo governo já estão sendo fatias, como a entrega de partes importantes delas, a BR Distribuidora (Petrobras) e a Lotex (CEF). “Este processo imposto pelo governo Bolsonaro vai na contramão do que acontece pelo mundo, onde nos últimos anos foram reestatizadas 874 estatais, nos Estados Unidos, França e, em especial, na Alemanha”, frisou o diretor do Sindicato dos Bancários, Ronald Carvalhosa.

O evento contou com a participação de dirigentes de diversos sindicatos, entre eles, bancários e Correios, funcionários do Banco do Brasil, Caixa Econômica, BNDES, Finep, Casa da Moeda, Eletrobras, Cedae, Petrobras, além de representantes de entidades como a Associação Brasileira de Imprensa, Ministério Público do Trabalho, Associação de Juízes pela Democracia, representada pelo juiz João Batista Damasceno, de Engenheiros da Caixa Econômica e da Petrobras.

Estão na lista de privatizações do governo 17 empresas estatais. Entre elas, Correios, Serpro, Telebras, Eletrobras, Furnas, Casa da Moeda, Trensurb, Dataprev, Codesp e Ceagesp. A Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDES também estão na mira do governo. 

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