• 09.12.2015 – A comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), realizou nesta, quarta-feira (09/12), uma reunião destinada a apurar as causas do grande número de mortes e incapacitações de profissionais de segurança pública

    O presidente da CPI Paulo Ramos (Psol), durante a reunião, nesta quarta-feira (09/12)

    O presidente da CPI Paulo Ramos (Psol), durante a reunião, nesta quarta-feira (09/12)

    Nos últimos dois anos, 103 casos de mortes de policiais no Estado do Rio foram investigados pelas delegacias de Homicídios (DH). Quarenta e quatro deles já encontraram solução, 24 estão em tramitação na Justiça e 35 estão em andamento. Os dois policiais militares mortos no último domingo (06/12) no Jacarezinho, zona norte da capital, já estão incluídos na estatística. As informações foram repassadas durante reunião, nesta quarta-feira (09/12), da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) destinada a apurar as causas do grande número de mortes e incapacitações de profissionais de segurança pública.

    O chefe da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, afirmou que as DH aprimoraram as investigações de homicídios. “Quando um agente morre, nossa força de trabalho diminui e a segurança pública fica pior. Prometemos empenho em todos os casos. Com a criação das DH em 2010, o cidadão passou a ter a garantia de uma resposta eficiente e necessária sobre as investigações”, declarou Rivaldo.

    Atualmente, existem três delegacias de Homicídios no Rio: na capital, na Baixada Fluminense e na região de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí. De acordo com o chefe da DH de Niterói, Fábio Oliveira Barucke, a principal causa de morte de policias na região é o tráfico de drogas. Dos 12 agentes mortos nos últimos dois anos, quatro foram vítimas de latrocínio, o roubo seguido de morte, todos cometidos por traficantes. Os outros oito casos foram homicídios propriamente (apenas a morte), sendo que seis deles aconteceram no combate ao tráfico.

    Segundo o presidente da CPI, deputado Paulo Ramos (PSol), a legalização das drogas não solucionará definitivamente o problema da violência. “A política de segurança pública se baseia em uma premissa errada, concentrando-se exclusivamente na questão do tráfico. É preciso discutir o crime organizado como uma atividade econômica, que incorpora os jogos ilegais, o contrabando e a prostituição. O tráfico de drogas não é o único fator”, disse o parlamentar.

    Propostas do chefe da DH

    Rivaldo Barbosa quer firmar parcerias com os prefeitos dos demais municípios fluminenses para instalar câmeras de segurança nas ruas das cidades, o que, de acordo com ele, melhoraria as investigações dos crimes. Ele também afirmou ser necessária a criação de uma Delegacia de Homicídios no interior do estado. Em 2014, 24,31% dos homicídios no Rio aconteceram no interior, principalmente em Cabo Frio, Macaé e Campos dos Goytacazes.

    Também estiveram presentes à reunião os deputados Martha Rocha (PSD) e Zito (PP).

    (Texto de Gustavo Natario)

    Fonte: Site da Alerj

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