A
Segurança Pública tem representado um desafio para
todos. Não obstante a propaganda oficial, que procura
colorir à tragédia do cotidiano, somos forçados a
monitorar o processo das políticas públicas para a
segurança em que União, Estado e Município (Rio),
formulando divergências e acusações recíprocas, apenas
atestam a incompetência e o descompromisso com que se
comportam a frente das respectivas administrações.
A par do fato de a união não cumprir com as suas
atribuições e o município também virar as costas para os
reclamos da população, o governo do estado é quem
deveria ser o principal agente coordenador da segurança.
Ao aprofundar um modelo equivocado, baseado no
confronto, o governo do estado transformou o Rio de
Janeiro num verdadeiro campo de batalha.
Lamentavelmente, alguns equivocados se limitam a dizer
que a polícia do Rio é a que mais mata, mas omitem o
fato de ser no Rio onde mais morrem policiais (um mínimo
de 150 PMs/ano).
Além do equívoco que se baseia no discurso de eliminação
da criminalidade, e não no seu controle, carece o
governo da necessária autoridade diante da população e
dos profissionais de segurança.
O titular da pasta é um "curioso atrevido", que não
prestigia as instituições policiais; ao contrário, as
despreza. Tenta fazer das ações policiais um espetáculo,
que seria mais apropriado, se não acontecesse tanta
tragédia, para a novela Celebridade.
Os desmandos provocados pela administração como compra
de viaturas sem licitação e superfaturada, o desconto em
folha dos PMs para o fundo de saúde sem o devido repasse
etc., atestam que não se dirige a segurança pública a
partir dos melhores exemplos.
Agora, afrontando a Constituição e os mais elementares
direitos humanos, o governo quer impor o que os
policiais podem fazer com a sua folga e como fazer.
Na medida em que não se dispõe a pagar remuneração
condigna, vem à ALERJ com a regulamentação do "bico",
cujo propósito é intensificar o policiamento ostensivo
mantendo policiais fardados ou com distintivo fazendo
segurança para particulares e pagos pela iniciativa
privada.
Como os prédios públicos, quartéis das forças armadas,
quartéis da PM, delegacias, viaturas e até o hospital da
PM têm sido alvejados por criminosos, é fácil imaginar o
destino dos policias militares e civis que se deixarem
atrair por mais este desatino.
A ALERJ teve a necessária serenidade para rejeitar a
proposta.
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